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nabc@abc.org.br |
Notícias da ABC - Ano III - nº 64 - 24 de abril de 2009 |
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Votos eletrônicos nos pleitos da ABC |
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Em e-mail enviado em 16 de março último, o presidente da ABC, Dr. Jacob Palis, convocou os Acadêmicos a indicarem candidatos no período de 2 a 30 de abril. Ao fim deste prazo, todos os Acadêmicos votantes receberão através de correio eletrônico um identificador e uma senha para acesso à cabine eletrônica de votação. Por esse motivo, estamos solicitando aos Acadêmicos que regularizem seus endereços eletrônicos junto ao nosso Banco de Dados, através do endereço gina@abc.org.br ou pelo telefone (21) 3907-8132. |
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Inscrições para Bolsa Auxílio L'Oréal até 8 de maio |
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As candidatas selecionadas - nas áreas de Ciências Físicas (1 bolsa), Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde (4 bolsas), Ciências Matemáticas (1 bolsa) e Ciências Químicas (1 bolsa) - receberão uma bolsa auxílio grant no valor equivalente a US$ 20.000 (vinte mil dólares) cada. Pesquisadoras que já tenha se candidatado anteriormente e não tenham sido contempladas com a bolsa podem inscrever-se novamente. Mais informações e inscrições em: http://www.abc.org.br/loreal/ |
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ABC na Educação Científica 2009 |
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O evento, que reuniu representantes dos programas de educação cinetífica das Academias de 11 países da América Latina, teve como objetivo o treinamento dos participantes no uso de três módulos desenvolvidos no Brasil, com o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da Petrobras. Além da capacitação, cada participante recebeu cópia dos módulos, textos e materiais para levarem de volta para os seus países. A idéia é que esse material auxilie no desenvolvimento dos programas nacionais destes países, estimulando os mesmos a desenvolverem módulos próprios a partir do contato que tiveram com a experiência brasileira. No âmbito internacional o programa ABC na Educação Científica está inserido, nas Américas, no escopo da Rede Interamericana de Academias de Ciências (IANAS, na sigla em inglês) e, no plano global, na esfera do InterAcademy Panel on International Issues (IAP). O programa possui um importante apoio da Petrobras, para a realização de uma avaliação diagnóstica da experiência brasileira na área de educação científica. Tal análise está sendo coordenada pelo Acadêmico Simon Schwartzman. O curso foi patrocinado pela OEA, a partir de um convênio firmado com a rede IANAS e a ABC. Foco na importância da educação científicaNa abertura do evento, o coordenador nacional do Programa, o Acadêmico Diogenes de Almeida Campos, afirmou que o ensino científico tem o dever de prover os alunos das condições necessárias para a construção de uma sociedade justa e democrática. “O futuro social e econômico de cada país depende da sua capacidade de garantir uma educação de qualidade para todos os jovens. Aqueles que aprendem e praticam o processo científico com interesse irão se tornar adultos entusiasmados, sem ingenuidades ou preconceitos”, destacou o cientista. Olhando o quadro educacional da América Latina e Caribe, o que se vê é que boa parte dos professores do ensino fundamental não estão preparados para ministrar noções básicas de ciência. “O alfabetismo científico tornou-se uma necessidade vital que deve ser universalizada. Para atingir tal meta, é necessário investir na capacitação dos mestres e no estabelecimento de metodologias adequadas de ensino”, apontou Diogenes Campos. Na mesma ocasião, o diretor da ABC Luiz Davidovich enfatizou o quadro crítico do ensino básico brasileiro, indicado pelo Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo ele, 2 milhões de alunos que estão na escola, entre 7 e 14 anos, são considerados analfabetos e apenas 50% dos jovens acima desta idade estão no ensino médio. Para que haja mudanças significativas, o cientista considera essencial a atração de excelentes profissionais para o magistério, a partir da valorização do salário que deve ser igualado ao de outras profissões. Davidovich também destacou o desequilíbrio de investimentos na educação do país. “Os gastos no ensino superior são sete vezes maiores que no primário”. O Acadêmico mostrou que, ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos, o salário inicial dos professores da educação básica da rede pública no Brasil é menor do que os do ensino médio, o que expõe uma desvalorização da fase primária do processo educativo.
Na ocasião, o Acadêmico Simon Schwartzman, membro do Conselho de Administração do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), citou dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), constatando que sem o domínio da língua portuguesa o aluno não consegue atingir a capacitação científica. Para o Acadêmico, além de ser uma forma de ver o mundo, a ciência é um fenômeno social que organiza a vida e estimula a economia através da inovação tecnológica. “Há uma parte do ensino da ciência que não exige conhecimentos específicos, mas sim, noções gerais. É importante que o estudante entenda, de verdade, o processo científico, o que é ciência e qual o seu papel”, finaliza Schwartzman, explicitando seu ponto de vista de que a grande questão da educação brasileira é determinar em que medida o conhecimento científico contribui para o ensino em geral. O curso de formação de formadoresDividido em três módulos - ABC Dengue, Diagnóstico Ambiental e Planeta Terra-Planeta Água -, o curso procurou aplicar uma metodologia de ensino baseada na investigação, além de focar temas de grande relevância para as sociedades dos países envolvidos. Na ocasião, os formadores brasileiros realizaram as atividades contidas nos módulos, visando à capacitação dos participantes no uso dos mesmos. Os representantes das Academias presentes desenvolveram as atividades com muito entusiasmo, gerando um positivo clima de colaboração e intercâmbio. A estratégia adotada no curso foi a de levantar desafios que buscavam estimular a curiosidade dos participantes, aproximando-os de situações cotidianas, que podem e devem ser reproduzidas com os alunos em sala de aula. Enfim, a finalidade é o desenvolvimento da postura crítica, do raciocínio, da capacidade de argumentação e de interlocução dos estudantes. A semana proporcionou uma rica interação entre os profissionais envolvidos e evidenciou as vantagens da metodologia proposta. Na ocasião, foi discutida a importância da elaboração comum de materiais didáticos, que envolvam especialistas das áreas abordadas, educadores e pesquisadores ligados à educação científica. Foi também destacada como meta primordial do projeto, a aproximação dos centros de ensino com as instituições acadêmicas, de forma a se estimular uma maior articulação dos cientistas com os professores na rede escolar.
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ABC na Educação Científica 2009 |
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Durante o treinamento, o módulo elaborado por pesquisadores brasileiros desenvolve uma nova metodologia de educação científica direcionada para as epidemias. O evento como um todo, no entanto, teve como finalidade difundir o processo educativo do programa, que deve ser adequado à cada realidade regional. A dinâmica da atividade realizada no período da manhã, coordenada pelos professores da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro Dino Freire e Sandra Azevedo, membros do grupo de formadores da Fiocruz, relaciona a questão epidêmica da dengue com a promoção da saúde e a qualidade de vida. Através do estímulo à criatividade, do favorecimento à argumentação oral e escrita e a intensificação da percepção de relações de causa e efeito, pretende-se construir um conceito de coletividade, “em contraposição à imagem da saúde como um problema individual e não de bem-estar social, como é propagado em algumas versões curriculares”, diz a coordenadora do programa no Estado do Rio de Janeiro, Danielle Grynszpan, que é pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
“Pretendemos romper com a visão reducionista da população carioca que tende a culpar somente os mosquitos pelos surtos da doença. Essa atitude prejudica a compreensão global sobre o desequilíbrio ambiental e social, o que contribui para o paradigma da promoção da saúde”, destaca a cientista, que é formada em Biologia e Psicologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e possui doutorado em Engenharia de Produção de Divulgação Científica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A segunda parte do módulo ABC Dengue na Educação Infantil e no Ensino Fundamental, coordenado pelos professores Angela Ribeiro e Edinéia Jerônimo, formadas no polo da Fiocruz, mostrou como é possível trabalhar a questão com crianças da faixa etária entre três e cinco anos de idade. A atividade, que engloba a observação e o registro de diferentes fases da vida do mosquito, utiliza os ciclos da existência como objeto de pesquisa. “A abordagem da morte como algo que faz parte da vida dos próprios seres pode contribuir para a integração e o incentivo do desenvolvimento cognitivo, motor e emocional na infância”, aponta Danielle, que recebeu o prêmio mexicano de Inovação no Ensino de Ciências (Inovec), em 2005. Segundo Danielle, é importante ampliar a consciência dos alunos de que a água é o meio propício para o desenvolvimento da vida e favorecer a percepção de que as ações dos homens modificam os habitats de várias espécies de seres vivos, o que pode expandir o número de enfermidades que atingem as populações humanas. Baseado no estímulo à pesquisa, à postura crítica e à realização de atividades experimentais, um material didático específico sobre a Dengue foi produzido através da integração entre os educadores do ABC na Educação Científica – Mão na Massa e Acadêmicos especializados na área. Protótipos foram testados por professores públicos do estado fluminense, com a intenção de aperfeiçoar o conteúdo antes da sua utilização sistemática no projeto. “Unimos esforços em torno de um desafio real para ampliar a percepção das relações entre meio-ambiente e saúde, eixo transversal do currículo que é pouco abordado nas escolas”, ressalta a coordenadora, Segundo Danielle, a educação possui a missão de contribuir para a diminuição das taxas de reinfecção no caso das doenças reemergentes, uma vez que as escolas são responsáveis pela sinalização dos surtos de epidemias. De acordo com a cientista, é necessário levantar os conhecimentos, as opiniões e as crenças dos professores, para saber o quanto eles estão preparados para identificar problemas, analisar situações e propor soluções.
(Notícias da ABC, 23/4) |
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ABC na Educação Científica 2009 |
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Ao contrário da transmissão do conhecimento científico tradicional e unidirecional do currículo atual, a metodologia criada se baseia no princípio investigativo, com enfoque na pesquisa. Os materiais produzidos nesta linha levantam problemas-desafio e estimulam a curiosidade, com a finalidade de gerar perguntas relativas a temas que estejam presentes na própria comunidade. Para promover a prática das atividades entre os educadores, que multiplicarão o aprendizado entre os pares de seus países, o segundo dia de curso apresentou o módulo que demonstrou a gravidade da questão da água no mundo contemporâneo e a importância da conservação ambiental. “Nos últimos 60 anos, a população mundial duplicou o seu tamanho, enquanto o consumo de água se multiplicou por sete. Ao considerar a água que existe no planeta, menos de 1% é doce e está armazenada em depósitos subterrâneos. Nós não estamos em uma situação que nos permite gastá-la. Existem, pelo menos, 20 países em situação crítica pela falta do recurso e, aproximadamente, 70 conflitos internacionais que ocorrem pela disputa desse bem natural”, alerta Danielle Grynszpan, ganhadora do Prêmio Milton Santos de Saúde e Ambiente, oferecido pela Funasa, Abrasco, OPAS e Fiocruz. A oficina Planeta Terra-Planeta Água , que trabalhou assuntos ligados à qualidade de vida, trouxe à tona o debate em torno da problemática da escassez e contaminação da água potável e enfatizou a necessidade de sua reutilização. O módulo estimulou uma abordagem completa do assunto, com a finalidade de desenvolver a percepção da relação entre a água, o solo e os seres vivos, através da exploração dos conceitos científicos do sistema ambiental e do destaque à importância da conservação dos recursos naturais. A atividade transcorreu ao longo de um dia inteiro e teve como responsáveis pela dinâmica Ana Luiza Lima e Shirley Castro, além dos cientistas Luiz Felipe Resende e Domingos Bulgarelli na parte da manhã. À tarde, as mesmas pesquisadoras foram acompanhadas pela pesquisadora da Farmanguinhos/Fiocruz Marcelino dos Anjos e Sandra Fraga que conduziram os exercícios do módulo. Luis Felipe Lenz Cesar, participante do programa ABC na Educação Científica – Mão na Massa e associado da Fundação Ashoka Empreendedores Sociais, afirma que os produtos essenciais para a sociedade dependem da diversidade dos genes, das espécies e populações dos ecossistemas naturais. “Os recursos biológicos possibilitam a nossa alimentação e nos proporcionam moradia, vestimentas e remédios. É indispensável à existência de uma abordagem integrada que contribua para a conservação, melhora e o aproveitamento de todos os bens naturais, como a água, a terra, as plantas e os animais”, conclui. As dinâmicas e atividades de campo propostas envolvem respostas a algumas perguntas: O que existe em maior quantidade, água ou terra? Em que quantidades? Pode-se comparar? Existe água suficiente para todos? Porque há tanta preocupação em torno da falta de água? De onde vem a água limpa? A água do local analisado pode ser bebida? Como podemos saber se ela é potável? O que se pode fazer para recuperar a água poluída e reaproveitá-la? O grupo fez uma coleta nas águas da praia da Urca, e de volta à sala de aula tiveram acesso ao kit do módulo, que contém materiais simples, com os quais foram construídos aparatos para verificar a qualidade da água e para garantir sua potabilidade. Este kit foi enviado por correio a todos os participantes do curso, para que ao chegarem em seus locais de origem tenham o material disponível para reproduzi-lo.
(Notícias da ABC, 23/4) |
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ABC na Educação Científica 2009 |
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O objetivo do evento foi o treinamento dos coordenadores do projeto dos diferentes países para divulgar e implementar a metodologia desenvolvida no Brasil, focada na questão ambiental. Cada país deverá adequar o processo educativo de acordo com a sua fauna e flora específica, de forma a valorizar a cultura e a diversidade natural de cada nação. O material didático referente ao módulo foi apresentado pelas professoras Angelina Orlandi Xavier e Silvia Martins dos Santos, do Centro de Divulgação Científica e Cultural da Universidade de São Paulo (CDCC-USP), um dos pólos do Programa ABC na Educação Científica . O conteúdo envolve um guia impresso que orienta as dinâmicas compostas pelo recolhimento de material na pesquisa de campo e o reconhecimento dos animais do solo e da serapilheira – camada superficial que cobre o chão das florestas. “Outros focos da iniciativa são a coleta e a identificação de pegadas e a utilização do termohigrômetro - equipamento que mede a umidade relativa do ar”, complementa Angelina, que é doutorada em Química pelo Instituto de Física e Química da USP de São Carlos.
As atividades foram segmentadas pelos quatro temas básicos que compõem a paisagem: o solo, a vegetação, os animais e a água. Embora cada assunto tenha sido tratado separadamente, uma das principais metas do programa é compor uma análise integrada que conscientize os alunos sobre a diversidade vegetal e animal do ambiente. “A idéia é promover o trabalho de acordo com as interações ambientais e os processos de transformação e conservação da natureza”, explica Silvia, graduada em Ecologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho com mestrado em Ciências da Engenharia Ambiental pela Universidade de São Paulo, onde atualmente é doutoranda em Ciências da Engenharia Ambiental. Além de ensinar a identificar a interdependência entre o meio físico, químico e biológico no ambiente, o módulo tem a intenção de preparar os estudantes para compreender os diferentes hábitos e comportamentos dos seres vivos da região. “Os alunos serão capazes de partir para uma ação concreta, através da realização de um diagnóstico da situação ambiental de sua localidade e da elaboração de propostas para a melhoria das condições identificadas”, aponta Angelina. O programa pretende ampliar a consciência dos jovens sobre a dependência mutua entre o campo e a cidade, além de ensinar as possibilidades e o limite dos recursos naturais não-renováveis. Segundo Silvia, no início da educação básica as crianças entrarão em contato com a diversidade da natureza e as transformações provocadas pelo ser humano no meio ambiente. “Os estudantes desenvolverão procedimentos de observação, comparação, pesquisa e registro de informações”, acrescenta a pesquisadora. De acordo com o programa, no final do ensino fundamental, o jovem será capaz de desenvolver dados e reconhecer informações em fontes diversas, de forma mais completa e detalhada. Nesta fase, o trabalho de campo será realizado em diversos ambientes para que o aluno possa exercitar melhor a comparação. “O professor deve estar atento às particularidades do seu grupo de estudantes, para selecionar as práticas que melhor se adapte a ele”, destaca Silvia. Para as pesquisadoras, o mais importante é que a dinâmica permitirá que os alunos entrem em contato com ambientes desconhecidos. “Nossa percepção nos confunde. Estamos acostumados a observar as coisas ao nosso redor sem nos dar conta de toda a riqueza que existe, tão próxima da gente”, conclui Angelina, que acredita que as atividades vão além do conhecimento ao ensinar os jovens a adotar uma postura ética e científica frente às questões ambientais. (Notícias da ABC, 23/4) |
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INCT de Sistemas Complexos |
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“A Matemática nos ensina que, na base de qualquer ciência quantitativa, o que encontramos são estruturas abstratas”, diz Tsallis. Segundo o coordenador do INCT, a Física Estatística e sua teoria central, a Mecânica Estatística, nos ensinam que a compreensão profunda de fenômenos naturais, artificiais e sociais é frequentemente implementada operacionalmente tanto na teoria quanto na prática por meio das conexões entre as suas diversas escalas - microscópica, mesoscópica e macroscópica. O uso sistemático destes pilares epistemológicos caracteriza a área de Sistemas Complexos. “Os sistemas ditos complexos são normalmente compostos por um grande número de elementos simples, interagindo entre si, podendo apresentar um comportamento coletivo complicado, bastante diferente do comportamento individual, genericamente não linear, de suas unidades”, explica o cientista, mestre em Física pelo Instituto de Física de Bariloche da Universidade Nacional de Cuyo, na Argentina, e Docteur d'Etat ès Sciences Physiques pela Universidade de Paris-Orsay, na França. Tsallis acrescenta que o tipo de interação entre estes elementos desempenha um papel fundamental nestes sistemas, podendo se estender em escalas temporais e/ou espaciais de longo alcance, como acontece nos fractais, multifractais e outras estruturas hierárquicas. “Tais sistemas são abundantes em diversos campos do conhecimento e têm constituído, recentemente, um tema de grande interesse interdisciplinar, levando a uma notável convergência de áreas tais como Física, Química, Biologia, Medicina, Informática, Economia, Engenharias, Ciências Sociais e outras”. Ele destaca que a Física Estatística, com suas técnicas apropriadas para o estudo de sistemas de muitos corpos, tem se apresentado frequentemente como o arcabouço natural para a investigação dos sistemas complexos. O interesse recente nestes sistemas, segundo o Acadêmico, tem sido acompanhado pelo constante crescimento da potência computacional, com processadores mais velozes, memórias maiores e computação em paralelo e distribuída. “Isto possibilitou investigar numericamente problemas complicados, cuja abordagem era praticamente impossível algumas décadas atrás”, aponta Tsallis, que foi homenageado com as comendas da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República do Brasil em 2005 e da Ordem do Rio Branco em 2006, com os prêmios México de Ciência e Tecnologia em 2003, Elsevier e Capes/Scopus em 2007, e com Doutor Honoris Causa em diversas universidades brasileiras e estrangeiras. O INCT de Sistemas Complexos também envolve 18 instituições dos estados do Amazonas, Bahia , Ceará , Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe. São 34 pesquisadores, entre os quais os Acadêmicos Hans Jürgen Herrmann (UFC), Paulo Murilo Castro de Oliveira (UFF) e Ricardo Magnus Osorio Galvão (CBPF). (Notícias da ABC, 23/4) |
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Instituto Nacional de Neurociência Translacional |
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Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças neurológicas e neuropsiquiátricas constituem 15 a 20% do total de mortes no planeta. Por outro lado, e devido ao curso crônico da maioria dessas doenças, o custo das mesmas estimado é o mais alto quando comparado a outros grupos de doenças, como Aids, neoplasias ou doenças cardíacas), representando aproximadamente 6,5% do custo total. “Esse quadro se torna ainda mais alarmante quando se leva em consideração a taxa de envelhecimento da população, o que, segundo a projeção da OMS, aumentará em 12% o custo das doenças neurológicas até 2030” , destaca Cavalheiro. O coordenador do Instituto é médico, formado pela Escola Paulista de Medicina (EPM) com pós-doutorados no Centre National de la Recherche Scientifique, na França, e na Università di Roma, Itália. Atualmente é Professor Titular da Unifesp. Dentre as patologias neurológicas mais relevantes em termos populacionais estão as epilepsias, a doença de Alzheimer e outras demências, a doença cerebrovascular, os tumores do Sistema Nervoso Central (SNC), a doença de Parkinson e doenças do sistema motor, além das retinopatias e as doenças inflamatórias e infecciosas do SNC. Segundo Cavalheiro, “a questão é ainda mais impactante se incluirmos nesse grupo os transtornos considerados psiquiátricos, tais como, a esquizofrenia, o transtorno obsessivo-compulsivo, o transtorno de personalidade anti-social, cujas bases neurobiológicas estão sendo progressivamente reconhecidas.” Como reconhecido pelas principais revistas científicas e pelas grandes agências de fomento, a Neurociência é a área das ciências biomédicas que cresce mais rapidamente nos países desenvolvidos, assim como no Brasil. A Neurociência brasileira tem se expandido notavelmente nos últimos 15 anos e hoje ocupa lugar relevante na produção internacional. Mas, diferentemente do que ocorre nos países desenvolvidos, o Brasil ainda não dispunha de uma rede nacional de pesquisa em Neurociência, necessária para aglutinar, de uma maneira formal, os esforços individuais dos principais pesquisadores inseridos nesta área. “A formação do INNT tem grande importância estratégica, pois somente através do trabalho conjunto destes grupos de pesquisa poderá surgir e se consolidar uma massa crítica necessária para produzir Ciência da mais alta qualidade e transferir de maneira eficaz, e através do Sistema Único de Saúde, os conhecimentos e as inovações gerados nos laboratórios de pesquisa para o setor empresarial e a sociedade em geral”, argumenta Esper Cavalheiro, homenageado com a Comenda da Ordem do Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência do Brasil em 1998. “A proposta do INNT, de apoiar grupos de excelência na Neurociência nacional num horizonte mais largo, deverá contribuir sensivelmente para permitir uma maior ousadia nas abordagens experimentais e um aumento na qualidade da produção”, diz Cavalheiro. Os grupos de pesquisa estarão organizados em torno de um tema central que é conhecer a fisiologia do sistema nervoso e as patologias que o afetam. “Há um interesse coletivo na geração de ferramentas celulares e moleculares bem como de modelos animais que serão compartilhados entre os grupos, permitindo sua aplicação nos diferentes modelos fisiológicos e patológicos. Há ainda um empenho na descoberta de marcadores celulares, genéticos e de imagem que permitirão a identificação de alvos terapêuticos com propriedades neuroprotetoras”, destaca o coordenador, membro da International League Against Epilepsy, a qual já presidiu. Além da divulgação dos artigos científicos através de publicações em revistas indexadas, o Instituto promoverá ações de integração com a sociedade através do Grupo de Popularização da Neurociência (PopNeuro) e organizará um Programa de Formação de Pessoal Qualificado através de cursos de curta duração. Existirá ainda um sistema de teleconferências através do qual cursos e palestras poderão ser ministrados pelos grupos participantes do INNT ou por outros grupos no país. O INNT reúne pesquisadores com formação e experiência variadas em Neuroanatomia, Neuroquímica, Neurofarmacologia, Neurobiologia Celular, Bioquímica, Biologia do Desenvolvimento, Biologia Estrutural e Neurofisiologia. São dez as instituições envolvidas: o Instituto Ludwig de Pesquisa sobre o Câncer (ILPC), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC- RS), a Universidade Presbiteriana Mackenzie e as Universidades Federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de São Paulo (Unifesp), de São João Del-Rei (UFSJ), de Pernambuco (UFPE), Fluminense (UFF), de Santa Catarina (UFSC) e da Bahia (UFBA). “Ao final deste período espera-se contribuir para que a Neurociência nacional se encontre em um novo patamar, e que o país esteja organizado para oferecer inovações nas áreas de prevenção, diagnóstico e tratamento para as patologias neurológicas e psiquiátricas de uma forma mais eficiente do que se encontra neste momento”, conclui Esper Cavalheiro. (Notícias da ABC, 23/4) |
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Instituto Nacional de Investigação em Imunologia |
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O iii aborda seis temas: alergia, transplante, câncer, infecção, auto-imunidade e imunodeficiência. A escolha dos temas foi feita tanto pelo interesse médico, social e econômico para o país, como também por terem abordagens técnico-científicas complementares, por meio de estudos genômicos, fisiopatológicos e farmacológicos. “Desenvolvemos um trabalho em rede para a produção do conhecimento científico, visando traduzir os conhecimentos gerados na pesquisa básica para a aplicação clínica, com tecnologia de ponta”, explica o coordenador, médico graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mestrado e doutorado na Universidade de Paris VII e hoje Professor Titular de Imunologia Clínica e Alergia da Universidade de São Paulo (USP). A importância dos trabalhos do iii para a sociedade reside em três pontos: a compreensão dos mecanismos imunológicos de defesa do organismo para que possam ser modulados, seja para aumentar, diminuir ou direcionar; a compreensão dos desvios da resposta imune, seja nas doenças autoimunes, alergias ou imunodeficiências, e a busca de suas correções; o desenvolvimento de tecnologia de produção de biotecnológicos para uso em humanos, área carente no país. Para Kalil, atualmente se pode perceber no Brasil uma melhora substancial no padrão e nível de financiamento à pesquisa científica, assim como importantes progressos nos marcos legais para estimular a cooperação entre a academia e as empresas. “Para melhor aproveitamento desse novo padrão de financiamento, devemos enfrentar alguns problemas que têm limitado o progresso da atividade científica no país. Um dos gargalos continua sendo a importação de reagentes que dependem de cadeia fria. Embora o Importa Fácil Ciência tenha facilitado a importação de reagentes, ainda é necessário reduzir a burocracia”, destaca o Acadêmico. A criação de uma infra-estrutura mais sólida para a pesquisa clínica é essencial, de acordo com o coordenador do Instituto. “A criação de repositórios de amostras, registros de ensaios, por exemplo, são medidas com um forte impacto para a nossa área”, aponta Kalil, que é Membro da Academia de Ciências dos Países em Desenvolvimento (TWAS) desde 2007, mesmo ano em que foi condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico da Presidência da República do Brasil.
(Notícias da ABC, 23/4) |
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1st International Workshop of the NIHAABR |
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Para o presidente da Capes e Acadêmico Jorge Guimarães, há uma grande expectativa na formatação de um acordo CAPES-NIH de modo a possibilitar o aprofundamento das relações do Brasil com as instituições americanas de pesquisa médica e biomédica, seja no formato de financiamento nos chamados modelos "intramural" ou no "extramural" do NIH, visando sobretudo, a formação de pessoal do mais alto nível para a pesquisa brasileira nesssa áreas.
Guimarães destacou que a colaboração entre grupos brasileiros e americanos já existente, especialmente na área biomédica, está muito centrada nas iniciativas individuais entre os pesquisadores de ambos os países. “Vislumbramos, então, formalizar um modelo de estreita colaboração, ampliando a já existente e promovendo uma colaboração mais institucional com os diversos institutos do NIH como a Capes vem fazendo com a Alemanha, França, Holanda e muitos outros países”, apontou o Acadêmico. Nos dias 27 e 28 de abril, juntamente como o Prof. Sandoval Carneiro, diretor de Relações Internacionais da Capes, Guimarães se reunirá com autoridades do Fogarty Center do NIH, em Washington, para discutir os próximos passos para fomatar tal acordo. “O papel da NIHAAB foi e será fator importante para acelerar tal parceria”, concluiu o cientista. A NIHAABR é um órgão independente, sem fins lucrativos, composto por pesquisadores que tiveram parte de sua formação científica realizada nos NIH ou em outra instituição em projetos apoiados pelos NIH e, hoje, fazem parte da comunidade científica no Brasil.
O principal objetivo desta Associação é contribuir para a inserção de pesquisadores, que terminaram seu treinamento nos NIH, na comunidade científica brasileira; e encorajar o estabelecimento e manutenção de colaborações institucionais entre pesquisadores brasileiros e investigadores dos NIH ou que tenham projetos aprovados pelos NIH para desenvolvimento. O Comitê Executivo é presidido pelo Acadêmico Ricardo Tostes Gazzinelli, Professor Titular da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/MG) e conta com os seguintes membros:
O Conselho Consultor da NIHAABR conta com os Acadêmicos Aldina Maria Prado Barral (UFBA), George Alexandre dos Reis (UFRJ), Jorge Almeida Guimarães (Capes/UFRGS), Ricardo Gattass (Finep/UFRJ), Edgar Marcelino de Carvalho Filho (UFBA), além dos pesquisadores Luiz Vicente Rizzo, Professor Titular da Universidade de São Paulo (USP); Alan Sher, pesquisador do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID - NIH/EUA); Art Reigold, Professor Titular da UC Berkeley e coordenador americano do projeto de criação do NIHAABR. Para os interessados em tornar-se membro da NIHAABR, basta enviar uma mensagem para contact@nihaabr.org, informando seu nome completo, atual posição profissional e Instituição onde trabalha na área de pesquisa biomédica no Brasil,, assim como, o Instituto onde trabalhou nos NIH ou sob verba dos NIH. (Notícias da ABC, 23/4) |
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CNPq comemora 58 anos |
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Homenagens Os expressivos avanços conquistados nesses 58 anos tiveram uma importante contribuição: o trabalho dos pesquisadores do CNPq. Cientistas, que desde jovens se dedicaram às pesquisas científicas e tecnológicas no país. “Não podemos nos esquecer, no entanto, que o CNPq é a casa dos pesquisadores brasileiros, não apenas porque são os alvos de todas as nossas atividades, mas também porque essas atividades somente são possíveis com participação e apoio decisivo deles. Por isso, neste dia homenageamos alguns cientistas que por sua história de vida constituem um exemplo e um orgulho para nossa comunidade”, disse Zago. E para homenagear estes personagens da história da agência, o CNPq entregou durante a cerimônia o título de Pesquisador Emérito, concedido para pesquisadores brasileiros ou estrangeiros, radicados no Brasil há pelo menos dez anos, que prestaram relevantes contribuições para o país. Este ano, tiveram reconhecimento como Pesquisadores Eméritos do CNPq na área de Ciências da Vida os médicos Adib Domingos Jatene, do Hospital do Coração, Antonio Paes de Carvalho e Darcy Fontoura de Almeida, ambos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); nas Ciências Exatas, da Terra e Engenharias, os engenheiros Fernando de Souza Barros, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Hermano de Medeiros Ferreira Tavares, Universidade Estadual de Campinas; e nas Ciências Humanas e Sociais, a economista Maria da Conceição de Almeida Tavares, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em homenagem ao ex-presidente do CNPq, Crodowaldo Pavan, falecido no início deste mês, o ministro Sergio Rezende entregou uma placa de agradecimento a Otávio Henrique de Oliveira Pavan, filho do pesquisador. Também foram feitas, durante o evento, homenagens aos servidores Prata da Casa da Agência que completaram 25 anos de serviços prestados ao CNPq, no ano de 2008, além do prêmio Desempenho e Qualidade a dois servidores que se destacaram em suas atividades: Josenilson Guilherme de Araújo e Elen Simaan Franca.
História Criado em 1951, com a denominação de Conselho Nacional de Pesquisas, o CNPq inaugurou a oferta institucional de bolsas no país com o objetivo de incrementar e coordenar a pesquisa científica brasileira. Sob a direção do seu idealizador e primeiro presidente, Almirante Álvaro Alberto da Motta e Silva, implementou naquele ano cerca de 300 bolsas de estudo e pesquisa em diversas áreas do conhecimento, sendo os pedidos aprovados diretamente pelo seu Conselho Deliberativo, que se reuniu pela primeira vez no dia 17 de abril do mesmo ano para dar início às atividades da nova instituição. Em 1974, o CNPq recebeu a denominação de Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, quando as entidades de ciência e tecnologia foram organizadas para formar o Sistema Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Em 1985, foi criado o Ministério da Ciência e Tecnologia, e no mesmo ano o CNPq foi incorporado à sua estrutura. (Assessoria de Comunicação Social do CNPq, com fotos de Luiz Xavier e Diogo Xavier) | |||||||||||||
Presidente Lula entrega medalhas da Obmep e visita o IMPA |
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A cerimônia de entrega das medalhas dos vencedores da 4ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), realizada no auditório da Escola Naval, homenageou os 301 medalhistas de ouro da Obmep. No total, a olimpíada reuniu mais de 18 milhões de estudantes de 40.377 escolas da rede pública de ensino, alcançado quase 99% dos municípios brasileiros. Três mil estudantes conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze.
A Obmep é realizada, desde 2004, pelos ministérios da C&T e da Educação, em parceria com o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). As inscrições para a 5ª edição da olimpíada estão abertas até o dia 5 de maio, e podem ser feitas no site. A meta deste ano é alcançar mais de 20 milhões de estudantes. (JC e-mail 3743, 16/4, e site do IMPA) |
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